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Sem órgão central, apuração das eleições legislativas nos EUA pode levar dias

Sem órgão central, apuração das eleições legislativas nos EUA pode levar dias

G1há 3 h
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Eleitores nos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. O pleito definirá a composição e o controle político do Congresso norte-americano para os próximos dois anos, colocando em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado, além de 36 governos estaduais.

Como funciona o sistema descentralizado de apuração

Diferentemente do Brasil, os Estados Unidos não contam com um órgão eleitoral centralizado, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cada unidade federativa adota regras, cronogramas e horários de encerramento próprios. A contagem de cédulas de papel é conduzida por funcionários eleitorais locais sob a fiscalização de delegados partidários. Sem uma autoridade unificada de totalização, a apuração costuma ser centralizada pela imprensa, tendo a agência Associated Press como referência histórica na coleta de dados e na projeção de vencedores.

A disputa pelo controle da Câmara e do Senado

Embora projeções preliminares comecem a ser divulgadas na noite da eleição, o resultado definitivo sobre a maioria nas duas Casas pode levar dias ou até semanas. O tempo necessário para a apuração dos votos por correspondência e eventuais recontagens em disputas acirradas explicam a lentidão. No total, as campanhas parlamentares deste ano movimentaram mais de US$ 15 bilhões.

Impactos do resultado para o governo Trump

A votação é considerada decisiva para o presidente Donald Trump, cujo mandato na Casa Branca vai até janeiro de 2029. Com uma taxa de desaprovação em torno de 60%, Trump busca manter a maioria conquistada pelos republicanos em 2024. Uma eventual derrota na Câmara ou no Senado pode inviabilizar a agenda do governo e abrir espaço para investigações parlamentares. Na reta final, o presidente intensificou comícios, questionou a segurança do voto postal e prometeu repasses de até US$ 5 mil para cidadãos adultos.

Pesquisas e projeções indicam que o Partido Democrata desponta como favorito para assumir a Câmara dos Representantes e apresenta chances reais de virada no Senado. Atualmente, os republicanos possuem 53 cadeiras contra 47 dos democratas no Senado, além de uma vantagem estreita de 218 a 214 deputados na Câmara.

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Crédito da apuração original: G1

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