
Senado do Paraguai cassa mandato de Santiago Peña, que vai para prisão domiciliar
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O presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña, foi colocado em prisão domiciliar na noite de sexta-feira (6), em Assunção, após o Senado aprovar seu impeachment por unanimidade, com 44 votos a zero. O Ministério Público determinou a medida logo após a cassação, já que a tentativa de renúncia de Peña não foi aceita, o que impediu a obtenção de imunidade parlamentar.
Entenda a crise financeira no Ueno Bank
A crise política decorre da intervenção do Banco Central no Ueno Bank, o maior banco digital do país, que teve as atividades interrompidas na terça-feira (3). O colapso financeiro deixou cerca de 3 milhões de pessoas — quase metade da população paraguaia — sem acesso ao próprio dinheiro e levou à prisão de oito diretores. Peña, que figurou como acionista do grupo controlador do banco até 2025, é acusado de conflito de interesses e favorecimento ilícito.
Votação unânime e prisão domiciliar
Durante o julgamento, o Senado recusou por 39 votos a 3 um pedido de adiamento da defesa por 72 horas. Os advogados do agora ex-presidente sustentaram que a responsabilidade pela crise cabia a outros agentes públicos e privados, tese rejeitada pelos parlamentares.
Pedro Alliana assume a presidência interina
Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana, de 52 anos, assumiu a presidência interina do Paraguai. Alliana também integra o governista Partido Colorado e não foi incluído no processo.
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Crédito da apuração original: G1
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