
Sobrevivente da repressão localiza arquivo de depoimento no acervo da Unicamp
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 16% do texto original
A aposentada Robêni Baptista da Costa, sobrevivente de tortura durante a ditadura militar brasileira, localizou o registro documental de seu próprio interrogatório preservado no acervo histórico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O documento, até então desconhecido pela vítima, foi encontrado mais de cinco décadas após o período de repressão com o auxílio da bibliotecária Joana Bernadete de Campos, que trabalha há 38 anos na conservação de arquivos da instituição.
Reencontro com o passado e militância estudantil
O reencontro com o passado integra a série especial de reportagens “Unicamp 60”, veiculada pela EPTV em comemoração aos 60 anos da universidade. Robêni foi estudante da instituição e participou, em 1974, da primeira greve estudantil realizada no campus. Durante o regime militar, ela foi detida e submetida a torturas com choques elétricos no DOI-Codi, localizado na Rua Tutóia, em São Paulo, endereço que operou como um dos principais centros de repressão do período.
A preservação da memória no acervo da Unicamp
Criada em 1966, a Unicamp reúne extenso patrimônio documental voltado à memória política brasileira e colabora em escavações arqueológicas no antigo prédio do DOI-Codi, onde milhares de objetos foram resgatados para reconstituir a rotina do local. Para pesquisadores e sobreviventes, a guarda e a catalogação desses registros são fundamentais para comprovar as violações estatais e assegurar a transmissão da história às futuras gerações. Atualmente, Robêni vive no distrito de Barão Geraldo, em Campinas.
Assuntos
- unicamp
- doi-codi
- ditadura militar
- acervo histórico
- robêni baptista da costa
- memória política
- direitos humanos
- repressão militar
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1