
Superlotação em unidades de acolhimento infantil atinge 80% em Campo Grande
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Quatro dos 14 abrigos de acolhimento para crianças e adolescentes em Campo Grande (MS) operam superlotados, atingindo até 80% acima da capacidade máxima. As unidades administradas diretamente pelo município enfrentam escassez de leitos, produtos básicos de higiene, cuidadores e veículos para o transporte a consultas médicas. Os outros dez abrigos da capital, mantidos por organizações da sociedade civil em parceria com a Prefeitura, também funcionam no limite.
Unidades operam muito acima da capacidade máxima
Projetadas para atender até 20 pessoas cada, as quatro unidades municipais abrigam excedentes: a de crianças de 4 a 12 anos reúne 36 acolhidos; a de bebês, 27; e as unidades masculina e feminina para adolescentes contam com 28 internos cada. De acordo com a juíza Katy Braun do Prado, da Vara da Infância e da Adolescência, a demanda aumentou após a pandemia e a comoção pela morte da menina Sophia de Jesus O'Campo, em 2023, quadro agravado pela crise nos serviços básicos de assistência social.
Justiça cobra plano de expansão e alerta para sanções
A situação é alvo de processo judicial desde 2019. Diante da ausência do município em audiência recente, a magistrada notificou a administração municipal e cobrou do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente um plano de ampliação de vagas até 2027, alertando para a possibilidade de multas e sanções legais. Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania afirmou ter aberto 43 novas vagas entre 2020 e 2025 e que segue avaliando adequações na rede.
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Crédito da apuração original: G1
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