
Suspeito de feminicídio em Rifaina é localizado morto com carta e quase R$ 15 mil
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de assassinar a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, em Rifaina (SP), foi encontrado morto em uma área de mata fechada na Fazenda Gordura. Junto ao corpo, em avançado estado de decomposição, policiais militares apreenderam uma carta manuscrita de teor não divulgado, um aparelho celular, a chave de um veículo e R$ 14.926 em espécie, além de uma munição intacta de revólver calibre .38. Nenhuma arma de fogo foi localizada no local.
Localização do corpo e itens apreendidos
A causa e a data exatas da morte de Bolelli permanecem sob apuração técnica do Serviço de Verificação de Óbito de Franca. A advogada da família do pecuarista, Lauriane Baldini França, chegou a citar a possibilidade de infarto, mas informou que o laudo prévio indicou causa desconhecida. Com a morte do investigado, ocorre a extinção de sua punibilidade, embora o inquérito policial prossiga para averiguar se outras pessoas auxiliaram na execução do crime ou na fuga.
Andamento do inquérito e perícia
Priscila foi morta a tiros em 27 de outubro, às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), ao comparecer para devolver uma caminhonete Hilux pertencente a Bolelli. O namorado da jovem, Samuel Ramos, e testemunhas relataram que a vítima sofria ameaças, agressões e perseguição por não desejar manter o relacionamento. A defesa do suspeito contesta essas declarações, afirmando que o rastreamento decorria do seguro do carro e que os dois haviam viajado juntos na semana do crime.
Divergências sobre o crime e histórico
Há também divergências sobre a dinâmica do assassinato e bens materiais. O irmão da vítima, Geovane Santana, relatou que Bolelli chegou acompanhado e que um dos netos do pecuarista levou a jovem ao hospital. A advogada nega a presença de terceiros armados e sustenta que R$ 100 mil em espécie teriam desaparecido do fazendeiro. Em contrapartida, o advogado da família de Priscila, Diogo Máximo, declarou que tal montante não integra o inquérito e que a defesa busca desqualificar a jovem.
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Crédito da apuração original: G1
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