
Tecido adiposo é vital para a síntese de hormônios e a manutenção da saúde
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Resumo Rapidim · 19% do texto original
A recente tendência de busca pela magreza extrema, intensificada pela cultura das dietas e pelo uso de medicamentos para perda de peso, tem gerado alertas entre especialistas sobre os prejuízos de reduzir excessivamente a gordura corporal. Longe de ser apenas um depósito passivo de energia calórica, o tecido adiposo atua como um órgão ativo essencial para a sobrevivência humana, exercendo papel determinante no isolamento térmico e na síntese de hormônios como a leptina, que regula o apetite e viabiliza processos biológicos vitais, incluindo a imunidade e a reprodução.
Os riscos biológicos da magreza extrema
A redução drástica dos níveis de gordura faz com que o organismo entre em modo de economia de energia. Pesquisadores como Jessica Maung, da Universidade de Michigan, e Fredrik Karpe, da Universidade de Oxford, apontam que a escassez do tecido adiposo compromete sistemas vitais, degrada a massa muscular e interrompe a manutenção óssea, elevando a propensão a fraturas. O quadro também desregula a produção hormonal, diminuindo a testosterona em homens e causando a interrupção da menstruação em mulheres. Além disso, a endocrinologista Elif Oral ressalta o paradoxo da obesidade, fenômeno no qual reservas moderadas auxiliam pacientes de meia-idade e idosos a sobreviverem a eventos agudos, como infartos e AVCs.
Percentuais ideais de gordura corporal
Em termos de parâmetros corporais, homens adultos saudáveis costumam registrar índices entre 10% e 20% de gordura, enquanto mulheres saudáveis apresentam de 20% a 29%, e taxas superiores a 30% configuram obesidade. Em estudo com mais de 700 atletas avaliados via scanner Dexa, a pesquisadora Tamara Hew-Butler, da Universidade Estadual Wayne, observou que os menores percentuais verificados foram de 10% para homens e 16% para mulheres. Conforme destaca Mikael Ryden, do Instituto Karolinska, os valores ideais flutuam conforme etnia e gênero.
Localização da gordura e avaliação metabólica
Para além do volume total, a localização do tecido adiposo é crítica, sendo a gordura visceral a mais nociva pelo risco de desencadear diabetes tipo 2. Como o Índice de Massa Corporal (IMC) falha em distinguir músculos de gordura, indicadores como a razão cintura-altura (cuja faixa saudável varia de 0,4 a 0,49) e a razão cintura-quadril (com limites de alerta acima de 0,90 para homens e 0,85 para mulheres) mostram-se mais eficientes para o acompanhamento metabólico.
Assuntos
- tecido adiposo
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Crédito da apuração original: G1
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