
Técnica com estacas-raiz garante resistência da passarela nas Cataratas do Iguaçu
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
A passarela das Cataratas do Iguaçu, localizada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi projetada para suportar grandes cheias e vazões de até 46 milhões de litros por segundo. O segredo de sua resistência contra a forte correnteza está no uso da técnica de engenharia de estacas-raiz. Esse método fixa a estrutura em perfurações profundas na rocha do leito do rio, preenchidas com armaduras de aço e cimento injetado sob pressão para absorver o fluxo lateral da água.
A técnica das estacas-raiz na correnteza
A estrutura atual foi erguida entre 1992 e 1993, em substituição à passarela anterior, de 1970, que havia sido arrastada por uma cheia nos anos 1980. Conforme os engenheiros Vinicius Lorenzi e Márcio Marcon, a execução da obra envolveu cerca de 30 operários e exigiu o desvio temporário do curso do Rio Iguaçu a quilômetros das quedas, após enchentes iniciais destruírem contenções provisórias e levarem maquinários.
Histórico da reconstrução e desafios da obra
A integridade da construção é acompanhada pela concessionária Urbia+Cataratas por meio de prismas topográficos capazes de detectar movimentações milimétricas. Segundo o gerente André Franzini, nenhum deslocamento foi registrado nos pilares. Em períodos de cheia intensa, como quando a vazão superou 15,8 milhões de litros por segundo, as grades metálicas de proteção são retiradas preventivamente para diminuir o esforço da correnteza e evitar o acúmulo de troncos. A reabertura aos visitantes ocorre somente quando o volume de água cai abaixo de 8 milhões de litros por segundo e um laudo técnico confirma a segurança do local.
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Crédito da apuração original: G1
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