Plantão

Resumimos notícias já publicadas por outros veículos — não produzimos notícias

Voltar para a capa
Técnica de PET/CT alcança 98% de precisão ao mapear subtipo comum de tumor renal

Técnica de PET/CT alcança 98% de precisão ao mapear subtipo comum de tumor renal

G1há 3 d
Áudio ainda sendo gerado para esta notícia.

Compartilhar

O que você achou?

Seja o primeiro a reagir

Resumo Rapidim · 16% do texto original

Uma nova técnica de imagem por PET/CT desenvolvida por cientistas da Turquia alcançou uma taxa de 97,9% de identificação das lesões de carcinoma renal de células claras, o subtipo mais frequente de câncer de rim. Os dados foram apresentados durante o 39º Congresso Anual da Associação Europeia de Medicina Nuclear, em Viena, na Áustria, a partir da análise prospectiva e multicêntrica de 68 pacientes e 492 lesões confirmadas.

Mecanismo inovador de rastreamento tumoral

O diferencial do método está no mecanismo de rastreamento. Em vez de medir o consumo de glicose pelas células, como ocorre no PET tradicional com FDG, o exame utiliza uma substância radioativa que se liga a uma proteína expressa em grandes volumes nas células tumorais renais. Segundo Esra Arslan, da Universidade de Ciências da Saúde da Turquia, a nova abordagem oferece um contraste cerca de dez vezes superior em relação aos tecidos saudáveis, superando amplamente o FDG, que detectou apenas 47,1% das lesões desse tipo tumoral.

Maior eficácia na detecção de metástases

O novo procedimento também mostrou alta eficácia na localização de metástases ao identificar todas as ocorrências pulmonares e cerebrais da amostra, além de 95% dos focos em linfonodos. A maior precisão diagnóstica resultou em alterações na classificação da extensão da doença ou na conduta médica em 30,9% dos pacientes, contra 5,9% observados com o PET convencional. Em alguns casos, a avaliação mais nítida evitou intervenções cirúrgicas desnecessárias ao descartar achados falso-positivos.

Próximos passos e validação clínica

Apesar dos resultados promissores e da possibilidade de utilização futura na teranóstica — estratégia que combina diagnóstico e terapias moleculares dirigidas —, os pesquisadores ressaltam que as conclusões são preliminares. O teste ainda precisa de validação em amostras clínicas maiores para comprovar se proporciona ganho efetivo de sobrevida aos pacientes e se agrega vantagens reais sobre os exames de rotina recomendados atualmente, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

Assuntos

  • pet/ct
  • câncer de rim
  • tumor renal
  • carcinoma renal
  • medicina nuclear
  • diagnóstico de metástase
  • exames de imagem
  • teranóstica

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

Publicidade

320 × 100