
Telescópio no Chile usa lasers de alta potência para melhorar imagens do espaço
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O Telescópio Muito Grande (VLT), operado pelo Observatório Europeu do Sul (OES) no deserto do Atacama, no Chile, passou a operar disparando múltiplos lasers de estruturas distintas para criar estrelas artificiais na atmosfera terrestre. A tecnologia busca contornar as distorções provocadas pela camada de gases do planeta, que prejudicam a nitidez das imagens captadas pelos instrumentos em solo.
Como funciona a tecnologia de óptica adaptativa
A técnica, chamada de óptica adaptativa, utiliza os feixes para excitar uma camada de átomos de sódio localizada a cerca de 90 quilômetros de altitude. O brilho gerado funciona como um ponto de referência fixo para espelhos móveis, que alteram sua forma em alta velocidade para corrigir as turbulências do ar. Conforme explica a astrônoma Amelia Bayo, cientista de projetos do OES, o método viabiliza observações nítidas em regiões do cosmos que não possuem estrelas naturais com brilho suficiente.
Potência dos lasers e integração dos telescópios
Com a finalização das instalações no fim de 2025, o complexo passou a contar com sete lasers de 22 Watts cada, potência aproximadamente quatro mil vezes superior à de um apontador comum. As quatro unidades principais de 8,2 metros da estrutura — Antu, Kueyen, Melipal e Yepun — conseguem atuar em conjunto como um único telescópio virtual de alta precisão.
Segurança aérea e relevância para a astronomia
O observatório, responsável por marcos científicos como a primeira imagem de um exoplaneta, também conta com medidas de segurança para o tráfego aéreo. Segundo a astrônoma Itziar de Gregorio-Monsalvo, representante do OES no Chile, os sistemas desativam os lasers de forma automática se aviões sobrevoarem a zona de observação.
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Crédito da apuração original: G1
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