
Temporais no interior paulista postergam fim da safra e reduzem rendimento da cana
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 15% do texto original
O excesso de chuvas no início da primavera prejudicou a qualidade da cana-de-açúcar e alterou o cronograma da atual safra na região de Ribeirão Preto (SP). Em setembro, o município registrou 100 milímetros de precipitação, volume 44% superior à média histórica. O índice atípico de chuva forçou usinas a adiarem a conclusão da moagem do fim de novembro para o início de dezembro, estendendo as atividades em cerca de 15 dias.
Impactos do excesso de chuva no rendimento da cana
A precipitação contínua provocou alterações fisiológicas nos canaviais em ponto de corte. Conforme explicam o produtor e engenheiro agrônomo Rodrigo Ortolan e o diretor de usina Antônio Eduardo Tonielo, as plantas voltaram ao ciclo vegetativo e consumiram a sacarose acumulada. A diminuição do Açúcar Total Recuperável (ATR) reduz a remuneração dos produtores e eleva os custos operacionais das indústrias, que passam a processar matéria-prima com menor rendimento e maior índice de impurezas.
Estratégias logísticas para manter a moagem ativa
Para evitar paradas industriais e compactação do solo úmido, as empresas adotaram esquemas de rodízio logístico entre áreas secas e molhadas. Segundo levantamento da consultoria Datagro, as chuvas no Centro-Sul brasileiro devem deixar mais de 35 milhões de toneladas de cana no campo para a próxima safra. Trata-se de um recorde histórico, superior aos 24 milhões de toneladas não colhidas no ciclo 2015/2016, cenário que pode pressionar as cotações de açúcar e etanol.
Assuntos
- safra de cana-de-açúcar
- cana-de-açúcar
- ribeirão preto
- açúcar total recuperável
- atr da cana
- setor sucroenergético
- colheita de cana
- agronegócio paulista
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1