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Tenente-coronel réu por matar esposa ataca vítima e testemunhas em audiência

Tenente-coronel réu por matar esposa ataca vítima e testemunhas em audiência

G1há 13 d
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Preso preventivamente desde 18 de março, o tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Neto, réu por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves, criticou as roupas da vítima e atacou testemunhas, familiares e colegas de corporação durante interrogatório à Justiça. A morte ocorreu em 18 de fevereiro no apartamento do casal, após uma discussão.

Alegações da defesa e ataques no depoimento

Durante a audiência de mais de oito horas, o oficial sustentou a versão de que Gisele cometeu suicídio com um tiro na cabeça enquanto ele tomava banho. Para defender sua tese, o réu declarou que a vítima tinha problemas psiquiátricos, era agressiva e, dias antes de morrer, teria usado um vestido decotado para provocar entregadores na portaria do edifício. Geraldo também acusou os pais da policial, uma testemunha protegida, amigas da vítima, peritos e investigadores, alegando que provas foram manipuladas para incriminá-lo.

Perícia técnica contesta versão de suicídio

Laudos do Instituto de Criminalística descartaram a hipótese de suicídio e apontaram a impossibilidade da versão apresentada pelo acusado. O advogado da família da vítima e assistente de acusação, José Miguel da Silva Júnior, classificou os comentários como machistas e misóginos, afirmando que o tenente-coronel tenta manchar a memória de Gisele para se defender.

Manifestação do Ministério Público e próximos passos

Diante dos ataques proferidos sem provas durante a sessão, a promotora Ingrid Bertolino Braido solicitou à Justiça que todas as pessoas citadas sejam formalmente notificadas para que possam avaliar eventuais ações por calúnia, injúria ou difamação. O Ministério Público também pediu que as declarações contra oficiais da corporação sejam enviadas à Corregedoria da Polícia Militar para apuração administrativa.

A defesa de Geraldo Neto, conduzida pelo advogado Eugênio Malavasi, contesta a perícia técnica e tenta evitar que o caso seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. A Justiça paulista aguarda as manifestações finais para definir o prosseguimento do processo.

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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