
Tensão global e pressões de Washington vão desafiar o novo governo brasileiro
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O próximo presidente do Brasil, em disputa acirrada de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, enfrentará um cenário geopolítico global mais complexo e imprevisível. Segundo analistas como o economista Otaviano Canuto e o professor Vinícius Mariano de Carvalho, do King's College, o futuro chefe do Executivo terá três desafios imediatos centrais: redefinir a relação com os Estados Unidos de Donald Trump, posicionar-se de maneira equilibrada na disputa entre Washington e Pequim e restabelecer a articulação em uma América do Sul fragmentada.
Relação com os EUA e o impacto das tarifas comerciais
A dinâmica internacional sofrerá impactos de processos eleitorais importantes, como as eleições legislativas norte-americanas de 3 de novembro e as disputas presidenciais de 2027 na França e na Argentina. No âmbito bilateral, o governo Trump elevou para 35% as tarifas sobre produtos brasileiros e classificou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Além disso, a presença do secretário de Estado Marco Rubio na administração americana amplia a pressão sobre o comércio e sobre o controle de minerais críticos e terras raras.
O equilíbrio estratégico entre Washington e Pequim
Caso Lula vença, especialistas preveem maiores atritos com a Casa Branca e a perda de aliados europeus como Emmanuel Macron, embora o petista mantenha relações com parceiros estratégicos como Índia, México e Rússia, além de priorizar o multilateralismo. Já uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro tende ao alinhamento direto com os Estados Unidos e a uma proximidade com líderes da direita regional, como José Antonio Kast, no Chile, e Rodrigo Paz, na Bolívia.
Cenários para mandatos de Lula e Flávio Bolsonaro
Entretanto, conforme avalia Feliciano de Sá Guimarães, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Flávio também enfrentará a exigência norte-americana de distanciamento comercial da China, medida que traria elevado custo econômico ao país. Diante disso, analistas convergem que o maior desafio de qualquer um dos candidatos será demonstrar à Casa Branca que o Brasil não atua como rival dos interesses dos Estados Unidos.
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Crédito da apuração original: G1
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