
Terapia experimental da Unicamp reduz tumor cerebral agressivo em paciente de 19 anos
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Nayumi Gentil Oliveira, de 19 anos, conseguiu concluir a educação básica e planeja ingressar no ensino superior após passar por um tratamento experimental contra um glioblastoma, tipo agressivo de câncer cerebral, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Diagnosticada com um prognóstico inicial de menos de um ano de vida e sem respostas positivas às terapias convencionais, a jovem teve seu tumor reduzido e estabilizado por meio de um protocolo clínico inovador.
Como funciona a tecnologia experimental OncoTherad
O tratamento utiliza a tecnologia OncoTherad, uma imunoterapia experimental desenvolvida e patenteada pela Unicamp há cerca de 13 anos. Sob a coordenação do diretor do Instituto de Biologia, Wagner José Fávaro, o método emprega nanopartículas sintéticas para estimular o sistema imunológico, ativando linfócitos T e induzindo a produção da proteína interferon contra as células tumorais. Apesar da evolução clínica favorável observada em Nayumi, os pesquisadores enfatizam que o método ainda está sob investigação científica e que o resultado individual não assegura eficácia generalizada nem representa a cura definitiva da doença.
Evolução clínica da paciente e cautela médica
A história da paciente faz parte de uma série em comemoração aos 60 anos da Unicamp, instituição que publica anualmente mais de 6 mil artigos científicos e acumula avanços históricos, como contribuições ao teste do pezinho, ao DIU hormonal e à segurança da urna eletrônica. O centro de pesquisas também desenvolve atualmente a "caneta do câncer", coordenada pela pesquisadora Livia Schiavinato Eberlin, um dispositivo capaz de identificar tecidos tumorais em cirurgias em cerca de dez segundos, com índice de 95% de precisão preliminar em cirurgias pulmonares.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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