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Tratado contra testes atômicos reduz explosões no mundo mas segue sem vigor pleno

Tratado contra testes atômicos reduz explosões no mundo mas segue sem vigor pleno

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Apresentado e aberto para assinaturas na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 1996, o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT) consolidou-se como o principal instrumento internacional de contenção ao desenvolvimento armamentista atômico. Fruto do ambiente diplomático favorável pós-Guerra Fria e de pressões ecológicas lideradas por nações da Oceania como a Austrália, o pacto freou expressivamente os ensaios militares: das quase 3 mil detonações registradas desde o teste Trinity, em 1945, até 1996, o planeta registrou menos de 12 explosões nos últimos 30 anos, conduzidas por Índia, Paquistão e Coreia do Norte.

Impacto histórico e redução das explosões atômicas

Contudo, passadas três décadas, o tratado ainda não entrou em vigor de forma jurídica plena. O mecanismo exige a ratificação formal de 44 países detentores de tecnologia nuclear, mas nove deles permanecem com pendências: China, Coreia do Norte, Egito, Estados Unidos, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Rússia. Índia, Paquistão e Coreia do Norte não assinaram o documento, enquanto os Estados Unidos, signatários com o maior arsenal do mundo, tiveram a ratificação barrada pelo Senado em 1999 e hoje condicionam sua aprovação à adesão unânime dos demais pares.

O impasse diplomático para a entrada em vigor

Apesar do impasse diplomático, analistas apontam que o CTBT produz efeitos práticos e normativos decisivos. Especialistas como Leonardo Bandarra, pesquisador da Universidade de Duisburg-Essen, e Enrique Natalino, do Cebrap, ressaltam que assinar o pacto impõe custos políticos e reputacionais contra novos testes. Além disso, a organização do tratado, a CTBTO, opera um sistema científico avançado de vigilância global baseado em medições sísmicas, hidroacústicas, infrassons e detecção de radioisótopos.

Vigilância global e o papel pacífico do Brasil

Nesse cenário, o Brasil integra a lista das 44 nações estratégicas por dominar a tecnologia atômica, mantendo a postura de destinar seu programa unicamente a fins pacíficos, conforme determina a Constituição de 1988, e sustentando histórico engajamento nas negociações pelo desarmamento multilateral.

Assuntos

  • tratado de testes nucleares
  • ctbt
  • testes nucleares
  • desarmamento nuclear
  • armas atômicas
  • ctbto
  • segurança internacional

Crédito da apuração original: G1

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