
Tratamentos modernos elevam para 71% a sobrevida média contra o câncer nos EUA
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A sobrevida média em cinco anos para pacientes com câncer nos Estados Unidos subiu de 49%, no final dos anos 1970, para 71% entre 2016 e 2022, segundo o Relatório de Progresso contra o Câncer 2026 da Associação Americana de Pesquisa em Câncer (AACR). O avanço, impulsionado por cinco décadas de pesquisas e pela consolidação da medicina de precisão, ocorreu em ritmos muito desiguais conforme a biologia de cada tumor.
Avanços na oncologia pediátrica e hematológica
Os maiores ganhos foram registrados nos cânceres hematológicos e na oncologia pediátrica. A leucemia mieloide crônica viu a sobrevida saltar de 21% para 71% após o surgimento de terapias-alvo como o imatinibe, droga que ataca alterações genéticas específicas. Entre crianças e adolescentes de até 19 anos, a sobrevida geral subiu de 63% para 86%, com o linfoma de Hodgkin atingindo 98% e a leucemia linfoide chegando a 90%. No câncer de pulmão, a taxa passou de 13% para 29%, reflexo da redução do tabagismo, diagnósticos mais precoces e avanços da imunoterapia.
Desafios persistem em tumores do trato digestivo
Em contrapartida, tumores do aparelho digestivo continuam com evolução mais lenta. O câncer de pâncreas avançou de 3% para 14% de sobrevida em cinco anos, o de fígado e de esôfago subiram para 22%, e o de estômago alcançou 40%. Especialistas apontam que a ausência de exames preventivos de rotina, sintomas iniciais vagos e a alta complexidade genética dificultam diagnósticos precoces e a criação de medicamentos específicos para esses órgãos.
Gargalos de acesso e diagnóstico no SUS
No Brasil, médicos como Breno Gusmão, da Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale), Stephen Stefani, da Americas Health Foundation, e Tiago Felismino, do A.C.Camargo Cancer Center, ressaltam que o cenário é marcado por desigualdades de acesso. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilize tratamentos consolidados como o imatinibe, terapias avançadas como o CAR-T e novos anticorpos biespecíficos concentram-se na rede privada. A lentidão para a realização de biópsias complementares e o descumprimento frequente dos prazos legais para início do tratamento permanecem como os principais entraves para reproduzir os índices norte-americanos no sistema público brasileiro.
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Crédito da apuração original: G1
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