
Traves de futebol sem fixação provocaram 61 mortes no Brasil em 20 anos
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Um levantamento do programa Fantástico revelou que a falta de segurança na fixação de traves de futebol causou pelo menos 107 acidentes no Brasil nos últimos 20 anos. Os episódios resultaram em 61 mortes e deixaram 34 pessoas feridas, sendo que mais de 90% de todas as vítimas eram crianças de até 12 anos.
Maioria das vítimas é composta por crianças
O problema voltou a ganhar destaque após a morte de Heloise, de 3 anos, atingida por uma estrutura solta em Imbaú (PR). No mesmo estado, outras duas crianças faleceram recentemente em circunstâncias semelhantes em Marquinho e Prudentópolis. Em Peruíbe (SP), Victor Hugo, de 12 anos, sobreviveu à queda de uma trave degradada pela corrosão, mas permaneceu com sequelas graves.
Falta de legislação federal e o exemplo gaúcho
Atualmente, o país não possui uma norma nacional que obrigue a ancoragem adequada desses equipamentos esportivos. O Rio Grande do Sul é exceção com a Lei Marina Fallavena, que exige ao menos dois pontos de fixação e laudos técnicos regulares. De acordo com Luana Frasson, da Secretaria de Obras gaúcha, o procedimento seguro custa menos de 500 reais por baliza.
Projeto de lei propõe padronização da segurança
Segundo Moacyr Duarte, especialista em gerenciamento de riscos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a interação de crianças com as traves é um comportamento previsível que exige prevenção e manutenção periódica. Para tentar padronizar as exigências em todo o território nacional, o deputado federal Danrlei apresentou um projeto de lei que regulamenta a instalação obrigatória dessas estruturas em áreas públicas e privadas.
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Crédito da apuração original: G1
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