
Tribunais flagram 83 tentativas de manipular inteligência artificial da Justiça
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Tribunais brasileiros identificaram 83 casos de tentativas de manipular ferramentas de inteligência artificial utilizadas por magistrados por meio de comandos ocultos em petições judiciais. O método consiste em inserir instruções invisíveis — como textos em fontes microscópicas ou letras brancas sobre fundo branco — para direcionar a leitura automatizada e induzir o sistema a favorecer teses específicas ou desconsiderar provas.
Como funcionam as tentativas de burlar a IA
A prática já foi detectada em cortes estaduais, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Em Santa Catarina, o juiz Matheus Della Giustina Perin descobriu comandos fraudulentos em uma ação de cobrança, o que resultou em multa de R$ 1 mil aos advogados. No STJ, uma petição em processo de homicídio orientava o sistema a acolher argumentos da defesa. No STF, em caso ligado aos atos de 8 de janeiro de 2023, o advogado Marcelo Henrique Martins foi multado em R$ 5 mil por tentar anular comandos do sistema.
Casos identificados no STF, STJ e estados
Os casos foram encaminhados ao Ministério Público Federal e aos comitês de ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a OAB Nacional reforçaram que o emprego de inteligência artificial não retira a responsabilidade ética e jurídica de quem assina os documentos, recomendando a ampliação de inspeções antes do envio dos arquivos às ferramentas automatizadas.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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