
Tribunal da Paraíba nega soltura de Hytalo Santos e mantém casal detido
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, nesta terça-feira (3), o recurso da defesa que pedia a revogação da prisão preventiva de Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente. Com a decisão em julgamento semipresencial, ambos continuam detidos na Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Roger, localizada em João Pessoa.
Decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba
Em fevereiro de 2026, o casal foi condenado em primeira instância pela comarca de Bayeux por produzir conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. O influenciador recebeu pena de 11 anos e 4 meses de reclusão, enquanto Israel foi sentenciado a 8 anos, 10 meses e 20 dias, ambas fixadas em regime inicialmente fechado. A defesa ingressou com pedido para anular a sentença sob a alegação de manifestação e liberdade cultural.
Condenação e histórico das investigações
As investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba começaram em dezembro de 2024, quando Hytalo reunia 16,9 milhões de seguidores nas redes sociais. O caso ganhou ampla repercussão em agosto de 2025 após denúncias divulgadas pelo youtuber Felca sobre a exposição sensual de menores, incluindo a jovem Kamyla Santos, então com 17 anos. Diante das apurações, a Justiça determinou o bloqueio das plataformas digitais e a retenção de bens avaliados em até R$ 20 milhões.
Outras ações judiciais e operação do Gaeco
Os dois foram detidos preventivamente pela polícia em 15 de agosto de 2025, em uma residência em Carapicuíba, na Grande São Paulo, em suposta rota de fuga internacional, sendo transferidos para o sistema prisional paraibano no mesmo mês. Em julho de 2026, ambos também foram alvos de mandados de busca em operação do Gaeco que apura lavagem de dinheiro e ocultação de bens oriundos de jogos ilegais.
Além do processo principal, Hytalo Santos responde a outras 14 ações cíveis e criminais na Justiça paraibana. Na esfera trabalhista, ele e Israel são réus por suspeita de tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão de adolescentes a isolamento e trabalho análogo à escravidão.
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Crédito da apuração original: G1
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