
Tribunal do Júri de Curitiba impõe 57 anos de cadeia a homem por feminicídio
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O ex-policial Jaminus Quedaros de Aquino foi condenado pelo Tribunal do Júri de Curitiba a 57 anos e um mês de prisão em regime fechado pelo assassinato de sua ex-esposa, Suellen Helena Rodrigues, de 29 anos. O julgamento, presidido pela juíza Michele Pacheco Cintra Stadler, teve início na terça-feira (13) e foi concluído na madrugada desta quinta-feira (15). O réu foi considerado culpado por homicídio qualificado por feminicídio, motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Detalhes do crime e da condenação pelo júri
O crime ocorreu em 31 de outubro de 2022 no bairro Uberaba, em Curitiba, em frente à Escola Municipal Professora Donatilla Caron dos Anjos. Suellen levava os dois filhos do casal, de 10 e 7 anos, para o colégio quando foi surpreendida e alvejada a tiros na presença das crianças. O acusado fugiu da cena do crime e se entregou à polícia quatro dias depois, permanecendo preso desde então. Aquino também possui uma condenação anterior de 35 anos de reclusão por torturar os próprios filhos.
Descumprimento de medida protetiva e histórico
A vítima havia se mudado de Prudentópolis para a capital paranaense para escapar das constantes ameaças do ex-marido e contava com medidas protetivas de urgência. Dias antes do feminicídio, em 25 de outubro de 2022, a Justiça chegou a expedir um mandado de prisão preventiva contra Jaminus, que não foi cumprido em razão da proibição legal de prisões no período eleitoral. A repercussão do caso inspirou o Projeto de Lei 2.959/2022 na Câmara dos Deputados, que propõe permitir detenções por violência doméstica mesmo durante restrições eleitorais.
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Crédito da apuração original: G1
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