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Tribunal do Quênia condena líder religioso e 28 membros pela morte de 190 crianças

Tribunal do Quênia condena líder religioso e 28 membros pela morte de 190 crianças

G1há 6 d
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O autoproclamado pastor queniano Paul Mackenzie, líder de uma seita apocalíptica, foi considerado culpado pelo assassinato de 191 pessoas, das quais 190 eram crianças. A decisão do tribunal na cidade portuária de Mombasa também condenou outros 28 integrantes do grupo pelo mesmo crime. Mackenzie instruía seus seguidores a deixarem os próprios filhos morrerem de fome sob a justificativa religiosa de que o sacrifício era necessário para que eles pudessem encontrar Jesus.

Doutrina extremista e violência contra fiéis

Durante o julgamento, a juíza Diana Mochache apontou que os fiéis viam Mackenzie como um porta-voz divino. A doutrina da seita rejeitava a educação formal e classificava a medicina moderna como maligna. Testemunhas relataram episódios de violência física contra quem resistia às ordens de jejuar até a morte, além de recém-nascidos proibidos de receber amamentação. Os sepultamentos clandestinos no interior da mata eram tratados pela organização como celebrações espirituais.

Descoberta de covas rasas na floresta de Shakahola

O líder religioso foi detido em 2023, após autoridades encontrarem mais de 400 corpos sepultados em covas rasas na floresta de Shakahola. Mackenzie havia fundado os Ministérios Internacionais da Boa Nova em 2003, expandindo sua influência no Quênia por meio de transmissões televisivas antes de transferir sua comunidade para a área isolada em 2019. Escavações revelaram vítimas com sinais de inanição, asfixia e espancamento.

Processos paralelos e definição da sentença

O ex-chefe de segurança da seita, Enos Amanya Ngala, colaborou com a promotoria como testemunha após firmar um acordo judicial. Além do veredito por homicídio, o pastor responde a processos paralelos por terrorismo, radicalização e negação de assistência a crianças. A audiência para a definição formal da sentença de Paul Mackenzie está marcada para o dia 6 de novembro.

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Crédito da apuração original: G1

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