
Trump defende substituir termo inteligência artificial por superinteligência
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem defendido a substituição oficial do termo "inteligência artificial" por "superinteligência" em documentos do governo norte-americano e de organismos internacionais. A proposta, apresentada durante discurso na Assembleia Geral da ONU e promovida por meio de enquetes na rede social Truth Social, contraria uma nomenclatura consolidada há cerca de 70 anos na comunidade científica, criada formalmente em 1955 pelo pesquisador John McCarthy.
A proposta de Donald Trump e a mudança de termos
Trump argumentou que a palavra "artificial" faz a tecnologia parecer falsa e chegou a afirmar que trataria como adversários aqueles que insistirem na denominação tradicional. Antes de optar por "superinteligência", o mandatário cogitou alternativas como "Inteligência Superior", "Inteligência Extrema" e "Inteligência Suprema".
Falta de base científica e interesses políticos
Especialistas e acadêmicos apontam que a iniciativa possui motivações políticas e de marketing, funcionando como uma tentativa de projetar soberania dos Estados Unidos na disputa global pela Inteligência Artificial Geral. O pesquisador Allan Pscheidt destaca que não há comprovação científica da existência de uma superinteligência até o momento, enquanto Anderson Soares, da Universidade Federal de Goiás, classifica a proposta como um ato político sem contribuição prática para o desenvolvimento do setor.
Impacto e receio na percepção pública sobre a IA
Além da ausência de respaldo técnico, analistas alertam para possíveis impactos negativos na percepção pública. Segundo Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco, termos que remetem à supremacia tecnológica podem soar ameaçadores e elevar o receio da população, que ainda busca compreender o funcionamento básico da ferramenta. Pesquisas recentes sustentam essa cautela: levantamento do Pew Research Center mostra que 52% dos brasileiros estão mais preocupados do que animados com o avanço da IA, índice que alcança quase 90% entre os cidadãos norte-americanos, segundo sondagem da CNN.
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Crédito da apuração original: G1
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