
TSE determina exclusão de vídeo com suspeitos usando camisas de candidato em SP
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção das redes sociais de um vídeo que mostrava suspeitos de tráfico de drogas usando camisetas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva durante uma abordagem em Piracicaba, no interior de São Paulo. A gravação, que ganhou repercussão após ser divulgada pelo senador eleito Guilherme Derrite (PP), motivou pedidos de investigação e contestações sobre a conduta dos policiais militares envolvidos.
Entenda a operação e as prisões em Piracicaba
A ocorrência resultou na prisão de dois homens, de 21 e 24 anos, e na apreensão de um adolescente. Na operação, os policiais apreenderam 160 porções de cocaína, um revólver calibre .32 com numeração suprimida e R$ 340 em dinheiro. Após a audiência de custódia, o jovem de 21 anos foi liberado sob medidas cautelares, o de 24 anos seguiu detido e o menor foi encaminhado à Fundação Casa.
Acusações de abuso e apuração na Corregedoria
Familiares, militantes e a deputada estadual Professora Bebel (PT) afirmam que os detidos não vestiam as peças e que os agentes forjaram a situação. Duas integrantes da campanha petista relataram que os policiais confiscaram as camisetas sob ameaça e obrigaram os suspeitos a vesti-las, além de cometerem ofensas verbais. A Polícia Civil registrou boletim de ocorrência que tipifica os crimes de ameaça, constrangimento ilegal e abuso de autoridade.
Repercussão política e medidas federais
Por outro lado, a Polícia Militar afirma que o chamado recebido pelo telefone 190 descrevia os suspeitos vendendo entorpecentes e trajando roupas alusivas ao candidato. Segundo o delegado Alex Adami, a conduta dos agentes será apurada em inquérito penal militar conduzido pela Corregedoria da corporação.
O Partido dos Trabalhadores acionou a Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público Eleitoral para averiguar a ocorrência. Paralelamente, a Ouvidoria das Polícias de São Paulo solicitou o afastamento preventivo dos PMs envolvidos, enquanto o Ministério da Justiça cobrou explicações formais e ordenou a preservação de registros operacionais, áudios do 190 e imagens das câmeras corporais e das viaturas.
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Crédito da apuração original: G1
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