
Uso do LinkedIn para paquera divide opiniões e pode trazer riscos à carreira
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Em meio ao desgaste com aplicativos tradicionais de relacionamento, usuários têm utilizado o LinkedIn para flertar e buscar parceiros. No entanto, uma pesquisa da Zety com mais de mil trabalhadores nos Estados Unidos revela que a prática divide opiniões: 74% dos entrevistados consideram a paquera inadequada no ambiente da rede profissional, enquanto cerca de um em cada quatro avalia o comportamento como aceitável.
O que dizem as pesquisas sobre a paquera na rede
Especialistas em marketing e recursos humanos explicam que a atratividade da plataforma decorre da sensação de credibilidade gerada pelo histórico profissional e pelas conexões em comum. Segundo João Finamor, professor da PUC-RS, e Priscila Milk, da ESPM, o acesso a informações verificadas e o prestígio profissional atraem quem busca fugir de perfis falsos, embora abordagens românticas não solicitadas possam comprometer oportunidades no mercado de trabalho.
Riscos para a reputação e a carreira profissional
Por outro lado, investidas invasivas têm gerado constrangimento entre profissionais como a analista de recursos humanos Patrícia Gazolla e a estagiária Julia Meireles, que relatam mensagens inadequadas e desconectadas do contexto corporativo. Denise Rendtorff, diretora-geral da Talenses Human Capital, adverte que o usuário flerta atrelado ao seu "crachá profissional", o que expõe a reputação da carreira e pode prejudicar futuras avaliações em processos seletivos.
Diretrizes do LinkedIn e orientações aos usuários
Solange Feliciano, diretora da ABRH-SP, reforça a importância do consentimento e pondera que conexões espontâneas diferem de cantadas diretas e descontextualizadas. Diante do risco de assédio, especialistas recomendam que usuários incomodados imponham limites, preservem registros das conversas, restrinjam dados pessoais e denunciem perfis abusivos.
Em nota, o LinkedIn afirmou que a plataforma é uma comunidade estritamente profissional e que investidas românticas ou assédio violam diretamente suas diretrizes. A rede social informou ainda que emprega equipes e tecnologias para moderar conteúdos inadequados e orientou os membros a denunciarem qualquer abordagem abusiva.
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Crédito da apuração original: — Priscila Milk, especialista em estratégia de Social Media e professora da ESPM · G1
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