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Vacina contra VSR no SUS amplia proteção materna e reduz casos graves em bebês

Vacina contra VSR no SUS amplia proteção materna e reduz casos graves em bebês

G1há 4 h
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A balconista Eshiley Campos, de 23 anos, moradora de São João da Boa Vista (SP), perdeu a primeira filha, Maitê, aos dois meses e 15 dias de vida, em decorrência de complicações de bronquiolite provocada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Na ocasião, a vacina para gestantes estava disponível apenas na rede privada por cerca de R$ 3.500, valor inacessível para a família. Ao engravidar novamente meses depois, Eshiley pôde receber o imunizante gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na 28ª semana de gestação, assegurando que a segunda filha, Helena, nascesse com anticorpos transferidos pela placenta.

Acesso gratuito no SUS e avanço na cobertura

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2024 e recomendada pela Conitec no início de 2025, a vacina começou a ser ofertada pelo SUS em dezembro daquele ano. A iniciativa elevou a cobertura vacinal entre gestantes de uma faixa de 5% a 6% — restrita à rede particular — para cerca de 82% em 2026. A adesão alcançou patamares semelhantes ao da tríplice bacteriana (81,20%) e superou as taxas maternas contra gripe (60,63%) e covid-19 (54,27%). O Ministério da Saúde distribuiu mais de 1,1 milhão de doses em 2025 e superou 1,3 milhão em 2026, com o objetivo de proteger cerca de 2,5 milhões de grávidas no ano.

Queda expressiva nas internações de recém-nascidos

O impacto da imunização refletiu-se em uma queda de 52,5% nos casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês com menos de seis meses no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, caindo de 14.061 para 6.674 notificações. Como as demais faixas etárias pediátricas registraram recuos de apenas 8% a 13%, estima-se que cerca de 6,8 mil quadros graves foram evitados. Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), e Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp, a vacinação materna protege as crianças na fase de maior risco pulmonar e reduz drasticamente a sobrecarga histórica nos leitos hospitalares e UTIs pediátricas.

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Crédito da apuração original: G1

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