
Variações hormonais e histórico reprodutivo elevam ameaça de derrame em mulheres
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Durante o XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia, a médica Letícia Januzi de Almeida Rocha, neurologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA-UFAL) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de AVC, destacou que fatores hormonais e reprodutivos tornam o acidente vascular cerebral especialmente perigoso e subdiagnosticado em mulheres. Além disso, sintomas atípicos como fraqueza generalizada, confusão mental e cefaleia costumam atrasar o atendimento médico.
Fatores hormonais e reprodutivos no risco de AVC
A especialista explicou que eventos como puberdade precoce ou tardia, uso de contraceptivos com estrogênio após os 35 anos e complicações gestacionais elevam a probabilidade da condição. A gravidez atua como um teste metabólico, e o histórico de pré-eclâmpsia dobra o risco de AVC a longo prazo.
Sintomas atípicos dificultam o diagnóstico precoce
Embora a incidência seja 30% maior em homens até os 55 anos, o cenário se inverte após a menopausa, quando cessa o efeito protetor do estrogênio. Fatores convencionais também impactam mais as mulheres, a exemplo do diabetes, que amplia em 27% a chance de derrame no público feminino. A neurologista ainda apontou riscos associados a quadros como enxaqueca com aura, endometriose, síndrome ovariana metabólica poliendócrina e insuficiência ovariana antes dos 40 anos.
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Crédito da apuração original: G1
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