
Viagens e saúde superam o desinteresse entre as causas de faltas às urnas
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
No primeiro turno das eleições de 2026, mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas, o que representa uma taxa de abstenção de 21,08%, patamar semelhante aos 20,9% registrados em 2022. No entanto, de acordo com o cientista político e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) Jairo Nicolau, esse volume não deve ser interpretado de forma homogênea como um indicativo direto de desinteresse da população pela política.
Principais motivos para a ausência nas urnas
Conforme levantamento do Datafolha, as principais justificativas para a ausência foram viagem (19%), problemas de saúde (18%), desinteresse (13%) e trabalho (9%). As taxas também são influenciadas por dificuldades de locomoção, barreiras de acessibilidade e inconsistências cadastrais, como a existência de 716 municípios com mais eleitores registrados do que habitantes. Em termos regionais, o Nordeste apresentou a menor taxa de abstenção, com 18,4%, enquanto o Sudeste concentrou o maior contingente de ausentes, somando 15,1 milhões de faltosos (22,7%).
Diferenças regionais e dados cadastrais
A análise de dados históricos realizada por Nicolau identifica dois segmentos expressivos entre os ausentes: jovens de 18 a 29 anos, para os quais o voto é obrigatório, e idosos com mais de 70 anos, segmento de voto facultativo com forte presença de mulheres de baixa escolaridade. O especialista ressalta que a facilidade de justificativa digital e o baixo valor da multa eleitoral, de R$ 3,70, tornam o voto praticamente facultativo no cotidiano. Diante desses números, os candidatos que disputam o segundo turno, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), intensificaram apelos para mobilizar esses eleitores.
Assuntos
- abstenção eleitoral
- eleições
- falta às urnas
- justificativa eleitoral
- comparecimento eleitoral
- motivos de abstenção
- desinteresse político
- título de eleitor
Crédito da apuração original: G1
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