
Vizinhos do Morumbi contestam regras de acesso às próprias casas durante shows do BTS
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Moradores do entorno do estádio do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, questionam as restrições de acesso às próprias residências durante a série de quatro shows do grupo sul-coreano BTS. As medidas foram estabelecidas pela produtora Live Nation em acordo com a Prefeitura de São Paulo para controlar o fluxo de um público estimado em 85 mil pessoas por apresentação.
Exigência de dados e limite diário de circulação
Para circular pela área, que conta com 12 postos de triagem ao longo de 72 horas de bloqueio, os moradores são obrigados a realizar um cadastro prévio no site da empresa privada. O procedimento exige nome completo, CPF, número do IPTU e comprovante de residência. As regras limitam as autorizações a seis pessoas por imóvel, permitindo apenas duas entradas e saídas diárias por morador mediante apresentação de QR Code, documento com foto e adesivo de identificação nos veículos.
Críticas à burocracia e falhas no cadastramento
Moradores da região criticam a restrição ao direito de ir e vir, a burocracia digital, que afeta principalmente a população idosa local, e a necessidade de repassar dados fiscais e pessoais a uma empresa particular. Houve também queixas sobre falhas técnicas no sistema de registro e falta de suporte para a retirada dos selos veiculares.
Posicionamento da associação de moradores
Em contrapartida, a associação de bairro AME Morumbi apoiou a ação e ajudou no cadastramento. A entidade alegou que o controle visou evitar aglomerações de fãs sem ingresso nas calçadas, coibir a atuação de ambulantes e flanelinhas e reforçar a segurança com apoio da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar. A Prefeitura e a Live Nation não responderam aos pedidos de comentário.
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Crédito da apuração original: G1
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