
Votação eletrônica brasileira completa três décadas com avanços e alcance global
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A urna eletrônica brasileira completa 30 anos de uso oficial em 2026. O projeto teve início em 1995, a partir de uma conversa entre o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso, e o técnico em informática Paulo Camarão, com o objetivo de acelerar a apuração e coibir fraudes associadas à contagem manual das cédulas de papel.
Origem e desenvolvimento do primeiro modelo
O desenvolvimento técnico foi liderado por um grupo de especialistas que ficou conhecido como "ninjas", coordenado por Camarão e integrado por profissionais como Antônio Ésio Salgado e Giuseppe Janino. O projeto contou com a participação direta de centros tecnológicos de São José dos Campos, incluindo o Inpe e o ITA. Após licitação vencida pela empresa Unisys em 1996, o primeiro modelo (UE96), que contava com apenas 2 megabytes de memória e utilizava disquetes, estreou nas eleições municipais daquele ano, alcançando cerca de 30% do eleitorado.
Evolução tecnológica e mecanismos de segurança
Ao longo de três décadas, o sistema passou a cobrir 100% dos municípios brasileiros e agregou camadas modernas de proteção, como criptografia, assinaturas digitais e a realização periódica do Teste Público de Segurança (TPS). Além de reduzir a apuração de dias para poucas horas, a experiência tecnológica do Brasil serviu de referência para sistemas eleitorais adotados em ao menos 33 países.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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